No mundo

Você sabe como se construiu a história a profissão da farmácia?

A farmácia, como profissão, se originou no mundo árabe em torno da primeira metade do século IX. Pode-se dizer ainda que os árabes foram os precursores do que viria ser, mais tarde, a disciplina Farmácia Galênica, pois na arte de transformar as matérias primas oferecidas pela natureza, representadas por substâncias pertencentes aos reinos vegetal, mineral e animal, eles o faziam empregando, habilidosamente, técnicas e equipamentos até então desconhecidos. A primeira escola de farmácia surgiu no século II também com os árabes que, além disso, criaram uma legislação para o exercício da profissão.

Nos princípios do seu exercício, a farmácia sempre funcionou de forma associada à medicina, ou seja, o indivíduo competente podia não só diagnosticar as enfermidades, como preparar as medicações para curá-las.  No século XI a farmácia chega ao ocidente latino, no ano de 1233, no sul da Itália, foi promulgado o Édito do Frederico II da Suábia, que decretava a separação entre o exercício da farmácia e da medicina. Esse veredito ficou conhecido por muitos como a Carta Magna da Farmácia, sendo ele aceito de forma pacifica em alguns lugares e em outros demandaram muito tempo para se concretizarem.  Na Europa, a separação ocorreu desde o início do século XII, na França. Em Portugal, a obrigatoriedade da separação foi determinada no século XV, precisamente em 1461.

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No século XVII a farmácia toma um significado específico, sendo ele: arte e técnica da combinação de substâncias simples para formar compostos, remédios e antídotos. A partir daí, no século XVII, surgiram os nomes que designavam a farmácia e aqueles que a exerciam, sendo eles boticas e boticários, respectivamente. Nesse momento histórico, o boticário tinha o dever de conhecer e curar as doenças, mas para isso, ele deveria cumpri uma série de requisitos e ter local e equipamentos adequados para a preparação e armazenamento dos medicamentos.


Referências:

DEL CORRA, Florentina Santos Diez; DE SOUZA , Mirabeau Levi Alves; NEGRÃO , Odulia Leboreiro. DO BOTICÁRIO AO FARMACÊUTICO: O ENSINO DE FARMÁCIA NA BAHIA, DE
1815 A 1949. Salvador: EDUFBA, 2009. 190 p. disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ufba/162. Acesso em: 22 nov. 2019.

HADDAD , Ana Estela et al. A TRAJETÓRIA DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO NA SAÚDE. Brasília, 2006. 533 p. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/informação-da- publicação/- /asset_publisher/6JYIsGMAMkW1/document/id/489343. Acesso em: 22 nov. 2019

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